Nesta segunda feira comecei uma nova etapa da minha estadia na Espanha, ops, na Catalunya. Agora vivo numa cidadezinha chamada Tarragona, a pouco mais de 1h de Barcelona, que possui lindas (e verdadeiras) praias, um centro histórico super rico da arquitetura romana e, aparentemente, de gente muito cordial. Divido apartamento com dois chilenos, Jordi e David, dos quais ainda não posso falar muito além da impressão de serem pessoas simpáticas e aparentemente bem organizadas. A razão da minha mudança é a escolha que fiz de estudar Antropologia Urbana na Universidade Rovira i Virgili – URV.
Pois bem… as aulas começaram na segunda mesmo e já me deparei com o desafio de ter que ler muito, estudar muito e escrever muito. Já sabia que seria assim, mas o meu ímpeto de começar as coisas nunca é tao realista quanto a realidade em si. Assim, nesses 3 longos dias tenho trabalhado arduamente a minha débil capacidade de concentração e a persistência.
Da tempestade de temas e sensações que tem me ocorrido desde que voltei, há uma semana, pras terras catalanas, sem dúvidas, aquele que mais tem me consumido é a constatação da minha dificuldade em estar só. Aquí em Tarragona recomeço um processo de enamoramento por uma cidade, de reconhecimento de territórios, de construção de laços, enfim, de adaptação. E desta vez sozinha. Não tem João, nem Eduardo, nem Grazi, nem niguém para me dar a dica do melhor mercado, do sistema de transporte ou do café mais bacana.
Na fantasia de quem idealizou esse momento solitário e romântico como um momento importante de recolhimento, de busca, de autoconhecimento, o fato de estar recomeçando soou extremamente estimulante, desfiador, uau! Ela só esqueceu que a sua maneira de lidar com os desafios náo é o que se pode chamar de tranquila. O desânimo, o choro, a ansiedade, mais choro, os florais misturados com um pouco mais choro serão sua companhia até que a transformação comece.
E logo virá, sabemos bem. Muita gente para conhecer, muita cultura nova pra assimilar, muitos costumes a serem adquiridos e muito tempo pela frente pra viver o inesperado.
E assim segue a busca.
Há um dia